Santa Genoveva, Virgem
Santa Genoveva, Virgem

Santa Genoveva, Virgem

Santa Genoveva, Virgem

Viveu no Séc. V *423 Nanterre, França +512 Paris, França

Genoveva viveu em Paris, por volta do ano 500. Filha de nobres galo-românicos, bem cedo escolheu para si a vida ascética das virgens consagradas ao invés do matrimônio. Tocada pela graça, foi mística e curandeira. Em torno dela, respirava-se odor de santidade. Genoveva é padroeira de Paris.

Em Paris, na Gália, actualmente também na França, o sepultamento de Santa Genoveva, virgem, natural de Nanterre, que, aos quinze anos, por conselho de São Germano, bispo de Auxerre, tomou o véu das virgens consagradas. Confortou os habitantes da cidade, aterrados pela incursão dos Hunos, e sustentou os seus concidadãos em tempo de fome. († c. 500) (Martirológio)

Santa Genoveva (2025) – O nome de Santa Genoveva e a devoção a ela não devem ser confundidos com sua homônima lendária de Brabante. Ela é muito popular na França, especialmente em Paris, de onde é a padroeira. A vida da santa parisiense é narrada na “Vida de Genoveva”, escrita cerca de vinte anos após a sua morte. Essa biografia, considerada hoje como documento autêntico, embora não de todo genuíno, tem o tom modesto de quem escreve para fins edificantes, mas consegue colocar a santa numa moldura histórica precisa.

Santa Genoveva, Escudo e glória – Celebramos hoje (3 Jan) a festa de Santa Genoveva. Quando o Império Romano ruía e as invasões bárbaras sacudiam o mundo, Deus suscitou uma virgem destemida e confiante, que derrotou Átila com as armas da fé e, ao mesmo tempo, afagou em seus braços a civilização que nascia sob o signo da Cruz. Corria o ano de 423, tempo conturbado, semeado de guerras e invasões, em que uma civilização agonizava nos seus últimos estertores.1 O Império Romano, outrora quase indestrutível, ameaçava despencar sob o furor das invasões bárbaras. Entre acordos e manobras militares, lograra mais um tempo de paz; a vida que corria em suas veias, porém, já não era a mesma. Em seu território, aqueles povos invasores se tinham estabelecido e, embora aparentemente pacificados, constituíam uma constante ameaça.

Santa Genoveva (2025)  – Quando Paris mergulhava na fome e na escassez, Genoveva exortou a população agrícola a socorrer os moradores urbanos, salvando milhares da morte. A França não deu ao mundo somente Santa Joana D’Arc como exemplo de mulher santa por interferir na política dos homens. Presenteou a Humanidade também com Santa Genoveva. Embora não se atirasse à guerra como Joana D’Arc, Santa Genoveva fez da atividade política e social uma obrigação tão importante quanto a oração e o jejum. Se Joana é invocada como guerreira, Genoveva se faz protetora nas horas de calamidade e perseguição.

Referências